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sexta-feira, 26 de outubro de 2007

O SOLISTA

Vanguarda para que o carro solar
Avance cada passagem diurna
Sedas, trapos ou trejeitos
Solfejos para todas as fases, luna
Artífice primário, de expressa dura
Sem impressos para boticas & afins
Na calada da cisma, ensaio virtual
Beijos na boca, do arrombo sensual
Variegados em partituras, andar a pé
Contra eflúvios pessimistas
Tardia cisterna de arrivistas
Fala, falando o falado que se cala
Das pontes & rios que passam soturnas
Entre mares vagueia estrelas noturnas
Namora com as rimas & compassos
Atira em dó para prosas & versos
& ama alucinadamente o bom da vida
Compõe desta Ilha, seguro em seu Porto
Novas flores para decantado Jardim
Nas manhãs que o Sol arrepia o corpo
Toma dos seios os mais doces beijos
& da mulher arranca outro gozo profundo
& se brilha para o ar, espelho na carne
Chora pela falta de alegria noutras terras
Onde o limiar da loucura geram devassas
& nem os deuses sempiternos reagem
No solo triste doutras guerras
Se cala angustiado pelo que se vão
& pensa que o amanhã renascerá
Fomentando outras novas vidas
Amar ainda é um canto contínuo
Assim como a nau escura a navegar.

Peixão89

Um comentário:

Marcelo Torca disse...

Parabéns pela seu poema! Abraços, Marcelo Torca.