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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Inove em 2009....

Inove em 2009...



Delasnieve Daspet





Passou o Natal.

Lamento que já esteja findo

Os gestos de carinho e de ternura...

Bens que deveriam permanecer.



De novo

Nosso olhar se embrutece,

Nossos braços já não abraçam,

E nossos lábios já não sorriem!





E, eis que desperta um novo ano,

Gerando mais 365 dias e algumas horas,

Mas em nosso semblante e em nossos atos,

Já não brilha a luz da solidariedade...





Por quê, se temos tanto a doar e agradecer?!

Temos a vida,

O trabalho,

A amizade,

As boas obras,

O benefício do perdão,

Os sorrisos,

Os sonhos realizados,

Esperanças concretizadas!



Agradecer o testemunho fiel

Do amor constante e duradouro

Na saúde e na doença,

Na alegria e no sofrimento,

Nas angústias e realizações.



Inove em 2009

Cultivando valores e

Doando aos semelhantes o melhor.

DD_29-12-08-Campo Grande-MS

domingo, 21 de dezembro de 2008

A Solidariedade no Natal



A Solidariedade no Natal
(Delasnieve Daspet)

Quando finda o ano
nos preocupamos em fazer feliz
o infeliz, o solitário, o desamparado.
É nesta época que eles
nos incomodam mais.
É o momento em que nos lembramos das
pessoas queridas e das marginalizadas.
É o tempo em que resgatamos o afeto.

Mas o natal é todos os dias.
Não apenas em 25 de dezembro
ou primeiro de janeiro
que eles tem direito a dignidade.
Eles precisam de atenção
os 365 dias do ano!

As crianças precisam de muito mais
do que de brinquedos;
Os velhos com seus olhares brancos e perdidos
te pedem o possível:
ELES QUEREM AMOR!

Seja solidário
neste natal dê amor!
Desperte o Papai Noel que
existe dentro de ti!
Faça a diferença!

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Remiendos - Delasnieve Daspet



REMIENDOS
Delasnieve Daspet


A cada tempestad
Abrazo la vida

De cuerpo entero

Me coloco a cielo abierto.

Nada mas corro

Al encuentro de lo inesperado.

No me doy cuenta de las tristezas

Que dejo atras.

Para que despertar?

Para que soñar?

Si no descubrí hasta hoy

Que parte de mi

Está insepulta...

Quedamos solos.

Estamos a solas.

Cada uno de nosotros

De manera diferente.

Pasamos la vida tejiendo

Como puntadas de un bordado,

Un remiendo,

Del vacío de nosotros!

domingo, 14 de dezembro de 2008

Caminhos



Caminhos
Delasnieve Daspet


Parti em silêncio
- O mundo tumultuado nem percebeu -
Ninguém me procurou,
Ninguém percebeu a partida!

No sol que se põe,
Na brisa leve de todas as tardes,
Nuvem carregadas caem
Formam sulcos em minha face já pálida,
Lágrimas de saudades,
Salgam lábio ressequidos pelo tempo...

Andei por tantos caminhos,
Tantos desvios,
Desatinos....

Já se faz tarde e percebo
Que ainda existem estradas
A serem recuperadas,
Outras a serem abertas,
Algumas a serem construídas...

Recuperar o tempo perdido,
Banalidades não levaram a lugar algum...
Preciso abrir caminhos ao diálogo.

Nas estradas que se abrem,
Nas trilhas que me surgem,
Retornar no abrigo de tua morada.
DD_Campo Grande-MS_07-12-08

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

POESIAS: CHEGANÇA

POESIAS: CHEGANÇA

Maravilhosa esta viagem que empreendemos através das linhas dos teus inigualáveis versos.

No sumidouro deste redemoínho, contemplamos, após a queda de mil metros de emoções, um indescritível mundo de delícias, um novo mundo, diria eu.

Mírian Warttusch

Compositora e escritora

sábado, 15 de novembro de 2008

Arte

A arte de escrever inspira conhecimento, sensibilidade, reflexão. Palavras são desenhos, pinturas, sons, estátuas nas mãos de um poeta. Este sempre vive no limite da razão e a emoção.
O menor conto é um verbo, ir, mas qual seria o maior? Uma questão difícil de ser respondida, pois pode transformar-se num romance ou numa novela, até que ponto seria possível escrever um grande conto? Na música, Richard Wagner fez uma ópera de 24 horas, até o momento é a maior, a menor seria uma cadência (sucessão de notas) de ao menos três e a duração é menor que 1 segundo.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Agridoce

É assim, que me escondo por detrás de mim mesmo
entre o negro da alma e o doce das palavras.

Naquele lugar onde niguém arrisca espreitar
"Agridoce! " - Disseste tu - quando o ousaste provar

Acerto-me assim incerto
um pequeno buraco num grande embaraço
e acabo por conter todas as luras
e viver todas as loucuras
por causa deste falta de espaço

Sou grande demais para viver assim
e vivo meia vida de cada vez:
Uma metade em mim, outra tanta em ti.

Comigo nasceu esta agrura
e de ti ganhei a doçura
sou agridoce, só por não me caber em mim.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

A Literatura ganha nova casa

Outro espaço que nasceu há pouco foi o blog da editora Ourivesaria da Palavra: http://ourivesariadapalavra.blogspot.com/.

Lá, você pode participar divulgando eventos, trechos literários, enfim, o que quiser. Basta estar relacionado com o mundo literário. É só enviar um e-mail para editora@ourivesariadapalavra.com.br, com o assunto "blog".

Confira detalhes no site: http://www.ourivesariadapalavra.com.br/.

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Outra dica:

SP tem patrimônio artístico na Internet

Governo estadual lança site para apresentar obras de arte espalhadas em secretarias e órgãos. Painel Tiradentes, de Portinari, e trabalhos de Aldemir Martins e Hélios Seelinger já estão disponíveis (reprodução).Veja: www.saopaulo.sp.gov.br/patrimonioartistico

domingo, 13 de julho de 2008

Divulgação literária

Uma nova maneira de divulgar Literatura está surgindo, através do espaço da MACRISAN, onde mensalmente ocore apresentações musicais, também há espaço para divulgar poesia declamada ou comunicar eventos literários ou livros impressos ou eletrônicos produzidos ou lançados.
Façam uma visita ao portal da Literatura, e não percam a próxima apresentação musical da MACRISAN que acontecerá em 09 de agosto de 2008 às 20:00 horas. Será um prazer receber pessoalmente algum trabalho ou poder falar de algum trabalho.

sábado, 24 de maio de 2008

Aconteceu

Aconteceu
É verdade, aconteceu
Não recordo como foi
Não me lembro se já foi
Foi
Aconteceu
Adoeceu
Tremeu
Convalesceu
Fortaleceu
Qual foi a finalidade?
Talvez a Divindade
Ou foi a felicidade
Quem sabe a vaidade
Pode ter sido a incompatibilidade
Incompatibilidade?
O importante é a idade...

Aconteceu
Ou acontece em Sorocaba
Ou em Paulicéia
Ou em Porto Velho
Ou em Boa Vista
Ou...
Vou pensar melhor
Sei
Saberei
Terei a convicção
Devoção
Aconteceu...

sábado, 17 de maio de 2008

Juninas e São João

Em junho, no Brasil, é tempo de comemorar as Festas Juninas ou como é conhecida no Nordeste Brasileiro: São João. Tempo de festejar, de dançar e se alegrar, algumas localidades comemora-se o mês inteiro, é o tempo forte do Forró, Baião, Quadrilha, Arrastapé, Xote.
Inspiração não falta, seja para esquentar mais ao sul do Brasil, ou ficar mais quente ainda ao norte do país, as Juninas valorizam de certa forma o folclore brasileiro, assim como ampliam o desenvolvimento da Cultura, motivando novos compositores e antigos a manterem toda uma tradição já de longa data.
Ainda faltam dados mais seguros sobre os festejos deste período, pois a diversidade é grande e as tradições representam a Cultura de uma determinada localidade, com todas as influências sofridas. Em Paulicéia, uma cidade do Estado de São Paulo, é comum na vésperas das datas dos três santos mais famosos de junho, fazer uma fogueira no início da noite em frente a casa, na ponta da rua, reunir pessoas ao redor desta fogueira e deixá-la queimar até virar cinza. Algumas fogueiras só acabam na manhã do dia seguinte.
Feliz São João!

domingo, 20 de abril de 2008

CONVERSANDO COM UM AMIGO

Jorge, que alegria falar contigo. Nas Fronteiras da Amizade eu sinto que só entende a profundeza duma alma pura e simples quem navega por marés de bonança, sem tempestades e tira do cofre da sua alma as palavras e gestos que confortam o coração

domingo, 6 de abril de 2008

Reflexões

... E então já se vai mais um dia perdido
A noite se torce
Até se tornar do avesso
Até contrair-se ao extremo
Até retornar ao começo

E, então, lá se vai; mais um dia usado
Bateu o último segundo
Caiu-se a última gota
Esgota-se o tônus (a meta está morta)
Assim como o faz a paciência do mundo

Se então, onde estará o amanhã?
Se só à tarde me bate a aurora
Se o cão negro me late o agora
Se estico a coleira com poesia vã

Se, então, por latidos me devo acordar
Farei dos ouvidos um lar
Farei do amanhã o presente
E cada último segundo... farei deste o sempre.

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SUSPIRO

A voz de alento refere-se
Ao forte tormento que fere
A minha consciência partida

A voz de alento transfere-se
Ao sopro do vento e esvai-se
No eterno seguir dos segundos

A voz de alento suspira
Em meu ouvido atento e transpira
O poro que a escuta e secreta
A gota secreta que escorre e refresca
A conclusão que elucida

terça-feira, 25 de março de 2008

ANÁLISE
Nadir A D’Onofrio
Analisando, meu baú de memórias!
Quantas tentativas fiz.
Eram tantas as incertezas,
No computo final,
Tive mais acertos, do que erros...
O que intriga
Foram, as oportunidades que perdi.
Por não ter, arriscado...
Nunca poderei saber se, teria errado,
Ou quem sabe, acertado!
A vida é uma grande incógnita!
Como a grande Esfinge de Gisé.
Decifra-me, ou te devoro!
Tento um denominador comum,
Encontrar minha saída, nesse labirinto...
Uma vitória só é possível,
Quando houver a batalha.
Ainda que, do bem contra o mal,
Respiro fundo nesse momento,
E para Deus, vai meu pensamento.
Quantas vezes, minhas lutas venci,
Outras tantas recuei.
Não por simples covardia...
Mas por entender, que naquele momento,
Não era preciso, travar uma guerra...
Vencer uma disputa...
Tendo, um adversário mais fraco.
Não é um ato de heroísmo!
É uma luta inglória...
Que não tem o sabor da vitória!
21/06/2004
Santos SP
Imagem Ilustrativa:
http://www.sunrisemusics.com/egitoantigo/esfinge.jpg

domingo, 16 de março de 2008

"Semeando batatas" Jean François Millet,



DEUSA MÃE


Nadir A D'Onofrio



Na fé inabalável do sertanejo
Aprendizado de paciência
Tempo de esperar
Deixar o sol calcinar a terra.

Na roda do tempo
Esperar o momento propício
Nuvens carregadas e trovão
Chuva solta pelo chão...

Ora torrencial
Formando aluvião
Outrora calma e serena
Infiltrando leve nesse torrão.


O sertanejo exulta
Nas mãos calejadas
Leva a riqueza
Hora do plantio...
Esperança do porvir...

Semblante sofrido, mas esperançoso!
Nos lábios sorriso esboçado
Os pés nos sulcos da terra
Cobrem o pequeno embrião...

À Deusa Mãe
Receptiva fecundada
Só resta aguardar seu tempo...
Completar o ciclo da colheita.

Ao sertanejo...
A certeza do fervor a oração
Pedir à São José...que chova no seu dia...
Cumprindo assim a profecia
De uma boa plantação...


30/03/2006 12:06hs

Santos SP


Publicado em: 30/03/2006 20:10:42 Recanto das Letras
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Imagem Ilustrativa:

sábado, 15 de março de 2008

Poemas para o Rio:

INVERNO ATÍPICO

Atinge o pico inverso do mercúrio-cromo
Assim, antes de anunciar o quê, aonde, como
Acende o pseudo-pavio do que está com frio
Transforma o outrora carro em canoa ou bote
Aperta o chinelo em bota ou cobre como pode
Atende à regra do agasalho ou quebra como giz
Altera as relações e o modo como diz
...E todo carioca pode brincar de Paris.


Transeunte II

Centro
Tu que me tens de andarilho
Sabes que me atenho a espaço restrito
- Consenso -

Mas mesmo me atendo ao confinamento
Tento ser o centro do espaço que cubro

Passeio a esmo com os passos. Atento
Com os olhos. Me cruzo
Com os transes
E untes que entes são antes.
E estes parecem não estar na minha onda
De picos e vales, vibram diferentes
Pois eles a mente que enchem de contas
E encontros marcados em datas recentes
Divergem de mim que faço-me importantes
Os versos que cobrem o teu calçamento.

Dudu Gemmal
dudugemmal@superig.com.br