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sábado, 15 de março de 2008

Poemas para o Rio:

INVERNO ATÍPICO

Atinge o pico inverso do mercúrio-cromo
Assim, antes de anunciar o quê, aonde, como
Acende o pseudo-pavio do que está com frio
Transforma o outrora carro em canoa ou bote
Aperta o chinelo em bota ou cobre como pode
Atende à regra do agasalho ou quebra como giz
Altera as relações e o modo como diz
...E todo carioca pode brincar de Paris.


Transeunte II

Centro
Tu que me tens de andarilho
Sabes que me atenho a espaço restrito
- Consenso -

Mas mesmo me atendo ao confinamento
Tento ser o centro do espaço que cubro

Passeio a esmo com os passos. Atento
Com os olhos. Me cruzo
Com os transes
E untes que entes são antes.
E estes parecem não estar na minha onda
De picos e vales, vibram diferentes
Pois eles a mente que enchem de contas
E encontros marcados em datas recentes
Divergem de mim que faço-me importantes
Os versos que cobrem o teu calçamento.

Dudu Gemmal
dudugemmal@superig.com.br

Um comentário:

Marcelo Torca disse...

Parabéns pelas poesias, muito inspiradas! Abraços. Marcelo Torca.