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terça-feira, 25 de março de 2008

ANÁLISE
Nadir A D’Onofrio
Analisando, meu baú de memórias!
Quantas tentativas fiz.
Eram tantas as incertezas,
No computo final,
Tive mais acertos, do que erros...
O que intriga
Foram, as oportunidades que perdi.
Por não ter, arriscado...
Nunca poderei saber se, teria errado,
Ou quem sabe, acertado!
A vida é uma grande incógnita!
Como a grande Esfinge de Gisé.
Decifra-me, ou te devoro!
Tento um denominador comum,
Encontrar minha saída, nesse labirinto...
Uma vitória só é possível,
Quando houver a batalha.
Ainda que, do bem contra o mal,
Respiro fundo nesse momento,
E para Deus, vai meu pensamento.
Quantas vezes, minhas lutas venci,
Outras tantas recuei.
Não por simples covardia...
Mas por entender, que naquele momento,
Não era preciso, travar uma guerra...
Vencer uma disputa...
Tendo, um adversário mais fraco.
Não é um ato de heroísmo!
É uma luta inglória...
Que não tem o sabor da vitória!
21/06/2004
Santos SP
Imagem Ilustrativa:
http://www.sunrisemusics.com/egitoantigo/esfinge.jpg

domingo, 16 de março de 2008

"Semeando batatas" Jean François Millet,



DEUSA MÃE


Nadir A D'Onofrio



Na fé inabalável do sertanejo
Aprendizado de paciência
Tempo de esperar
Deixar o sol calcinar a terra.

Na roda do tempo
Esperar o momento propício
Nuvens carregadas e trovão
Chuva solta pelo chão...

Ora torrencial
Formando aluvião
Outrora calma e serena
Infiltrando leve nesse torrão.


O sertanejo exulta
Nas mãos calejadas
Leva a riqueza
Hora do plantio...
Esperança do porvir...

Semblante sofrido, mas esperançoso!
Nos lábios sorriso esboçado
Os pés nos sulcos da terra
Cobrem o pequeno embrião...

À Deusa Mãe
Receptiva fecundada
Só resta aguardar seu tempo...
Completar o ciclo da colheita.

Ao sertanejo...
A certeza do fervor a oração
Pedir à São José...que chova no seu dia...
Cumprindo assim a profecia
De uma boa plantação...


30/03/2006 12:06hs

Santos SP


Publicado em: 30/03/2006 20:10:42 Recanto das Letras
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Imagem Ilustrativa:

sábado, 15 de março de 2008

Poemas para o Rio:

INVERNO ATÍPICO

Atinge o pico inverso do mercúrio-cromo
Assim, antes de anunciar o quê, aonde, como
Acende o pseudo-pavio do que está com frio
Transforma o outrora carro em canoa ou bote
Aperta o chinelo em bota ou cobre como pode
Atende à regra do agasalho ou quebra como giz
Altera as relações e o modo como diz
...E todo carioca pode brincar de Paris.


Transeunte II

Centro
Tu que me tens de andarilho
Sabes que me atenho a espaço restrito
- Consenso -

Mas mesmo me atendo ao confinamento
Tento ser o centro do espaço que cubro

Passeio a esmo com os passos. Atento
Com os olhos. Me cruzo
Com os transes
E untes que entes são antes.
E estes parecem não estar na minha onda
De picos e vales, vibram diferentes
Pois eles a mente que enchem de contas
E encontros marcados em datas recentes
Divergem de mim que faço-me importantes
Os versos que cobrem o teu calçamento.

Dudu Gemmal
dudugemmal@superig.com.br