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domingo, 27 de dezembro de 2009


TÃO SÓ


Porque será que este vazio no meu peito,

Me deixa tão alquebrado e ansioso?

Porque será, que fere e não tem jeito

Este sentimento triste e tedioso?


Eu não reajo à essa estranha solidão,

Desde que o amor me disse adeus, um dia...

Desde que me levaram, do peito, o coração,

Desde que minha cama ficou tão mais vazia...


Parece ser tolice pra quem nunca amou,

Pra quem perdidamente não se apaixonou,

Pra quem não viveu e nunca se entregou,


Para quem de carícias jamais se inebriou,

Entender, que se alguém me abandonou,

Valeu pelo tempo que esse amor durou!
Mírian Warttusch

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Triste em...

triste emalgum lugar
talvezincertezas
tristezas
dias tristes em
lugares nebulosos
escondidos da verdade
sem caridade
com excesso de vaidade
perversidade
só existe em
estado triste
lágrimas de vapores
fumaça de gelo
sentimentos confusos
difusos
sofrimento em larga escala
pavorespudores inexistentes
persistentes
triste emconfundir
persuadir
é preciso pedir
suplicar
pacificar corações aflito
sem conflitos
do poder inexistente
carente
da ilusão de mandar
apavorar
triste em...

É Como Sempre Foi...

Não mudou
Não
É como sempre foi
Passou
Às vésperas da mudança
Calou-se
A devoção
Adoração
Criação
São como
Sempre foi
Não mudou
Os olhos não enxergam
O coração sente
A mente mente
Ilusões pertinenentes
Pálidas
A derrocada final
Será a vitória dos justos!

sábado, 30 de maio de 2009

Foi para parar.

Foi como a vida mostrou
Degolou
Talvez solucionou
Adiantou
Navegou nos mares desconhecidos
Parecidos
Perdidos
Divinos
Foi para parar
Não ia começar
Mas ao deitar
Fez-se chorar
Lágrimas de hipócritas
Déspotas
Amarguraram as compotas
E almejaram
Ruir com a inveja e ambição
Os devaneios da vida mudana sem objeção
Como injeção
Em seu sentido contrário
Parecendo um calvário
Foi para parar
Parar de pecar
Assim é possível enxergar
Aquele que vai salvar!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Oficina de Criação Poética


O poeta Claudio Daniel realiza um curso de criação poética no Ateliê do Centro, localizado na rua Epitácio Pessoa, 91, próximo à estação de metrô República, em São Paulo. O curso, que acontece aos sábados, das 15 às 17h, é dividido em vários módulos, com exposições teóricas sobre Mallarmé, Valéry, Ezra Pound, Haroldo de Campos, entre outros poetas, e exercícios práticos de criação. 

Para que mora em outras cidades, o curso pode ser feito on line, via Skype. 

Informações sobre o curso estão disponíveis no blog Laboratório de criação poética, na página http://labcripoe.blogspot.com

Quem estiver interessado em participar pode enviar uma mensagem para o e-mail claudio.dan@gmail.com.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Paixão

Paixão

(Delasnieve Daspet )

Nunca consegui dimensionar o sofrimento do homem Jesus Cristo.
Pessoas de minha geração leram e lêem a bíblia.
Muitos, praticam os ensinamentos.
Acho que me faltava a fé. A fé no imponderável. A fé no onisciente.
A fé que do amor faz bastar as dúvidas e tornar a paixão incomensurável.
Como é que, eu, pés de barro, poderia entender esse amor, essa entrega, esse sacrifício, essa doação?
Num louco momento, ouso, ( todo poeta ousa sonhar e imaginar coisas impossíveis e vãs ), pois é, ouso comparar nossas vidas com a vida de Jesus.
Ouso confrontar nossos sofrimentos com os Seus. A nossa morte diária com a Sua.
Coloco-me frente a vida, olho-me no espelho de minha consciência, avalio minhas cicatrizes, as cicatrizes que a vida nos deixa...
Por que Ele morreu por mim?
Eu seria capaz de morrer por alguém?
Como entender esse amor?
Como aceitar essa doação?
Tantas coisas questionamos nas coisas que vemos no dia a dia...
Lá na rua jaz, em poças de sangue, uma criança de seus quinze anos... Seu corpo franzino, humilde, tatuado, encontra-se abandonado.. ao léu, carente de uma atenção que não lhe foi dada!
A violência esta em todos os nossos momentos e atos, sintomático resultado da desagregação social, do desajuste familiar, da exclusão, pela falta de ocupação...
É Jesus que tem sua paixão diária em todos os lugares do mundo?
É Jesus quem morre todo momento na situação endêmica em que vivemos ?
É Jesus quem morre com o fracasso do ser humano... com o fracasso do amor?!
Ou somos nós a morrermos na solidão do dia a dia e na falta da compaixão por nós?
Ou nem sabemos amar?
Só pode entender o amor da Paixão quem saiba amar, quem olhar o semelhante como a si mesmo.
Há tanto a aprender.
Há tanto a perdoar.
Há tanto a amar e a viver o sonho da vida.
DD_Campo Grande MS Abril-2004

segunda-feira, 9 de março de 2009

SOS Cultura

ASSINEM!

To: Governo Federal e Congresso Nacional

MENOS IMPOSTOS PARA A CULTURA, MAIS DESENVOLVIMENTO PARA O BRASIL


Na segunda quinzena de dezembro de 2008, quando a atenção de todos se voltava para a virada do ano, o Governo sancionou a Lei Complementar nº 128/08, que prejudica – e muito – as produtoras audiovisuais, de artes cênicas, escolas de arte e os produtores de cultura em geral.

Com a lei as empresas de produção cultural, que haviam conquistado o direito de participar do Simples, e estavam enquadradas nos anexos III e IV da LC nº 123/06, foram reenquadradas no Anexo V, em decorrência do disposto pelo art.3º da LC nº 128/08. Isso representou altíssima majoração na carga tributária do setor, que incide sobre a arrecadação bruta, passando do mínimo de 6% na lei anterior para o mínimo de 17,5% na nova lei.

Num cenário de crise econômica mundial, em que o Governo estimula setores da economia com desoneração tributária e vultosos empréstimos para investimento, é inadmissível que o setor cultural seja sacrificado com tal medida, a qual provocará milhares de demissões no segmento.

Atrelado a isso, o Ministério da Cultura teve seu orçamento cortado em 78% e propõe a alteração de principal mecanismo de financiamento à cultura.

As medidas contrariam a tendência mundial de investimento e incentivo público ao setor econômico que mais cresce, gera empregos e sustentabilidade no mundo.

Diante de tamanha insensibilidade governamental, as pessoas e organizações abaixo assinadas, que representam artistas, produtores, produtoras, empresas que geram emprego e renda na área, vêm a público repudiar o aumento da carga tributária do setor e pedir providências urgentes do Executivo e do Legislativo no intuito do retorno à carga tributária anterior.

Sinceramente,

The Undersigned

View Current Signatures

http://www.PetitionOnline.com/ip9s1234/

domingo, 1 de março de 2009

Há Um Silêncio Hoje

Há Um Silêncio Hoje.

Delasnieve Daspet



Silêncio agora.
SILENCIO HOY
Consciência é palavra feia
CONCIENCIA Y PALABRA FEA
Para quem nega a liberdade.
PARA QUIEN NIEGA LA LIBERTAD

Observo as flores,

OBSERVA LAS FLORES
Elas continuam crescendo,
ELLAS CONTINUAN CRECIENDO
Bebendo a água do orvalho.
BEBIENDO EL AGUA DEL ARROLLO



Chegamos na encruzilhada.
LLEGAMOS A LA ENCRUCIGADA
Não podemos voltar.
NO PODEMOS REGRESAR
Nem parar.
TAMPOCO PARAR

Devemos continuar.
DEBEMOS CONTINUAR
Ir.
IR

Fechar os olhos.
CERRAR LOS OJOS
Crispar os punhos.
CRISPAR LOS PUÑOS

O que tinha de aproximar
O QUE TENGA QUE ACERCAR
Apenas separou.
ACERCAR APENAS
O amor que existia ,
EL AMOR QUE EXISTÍA
Mesmo na vida,
IGUAL EN LA VIDA
É frio como a morte!
ES FRÍO COMO LA MUERTE!

Há um silêncio hoje.
HAY UN SILENCIO HOY
O adeus continua.
EL ADIÓS CONTINÚA
A noite pensa e dorme.
LA NOCHE PIENSA Y DUERME
__DD_18-10-02
Campo Grande MS

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Vinte Anos

Vinte Anos

Delasnieve Daspet



Anos 70....

Flor de vinte anos,

Turbulentos anos,

País subjugado,

Censura explícita,

Período sem copas,

Amargas derrotas!





Jornais com receitas ou poemas,

Universitários reivindicando;

Leila Diniz incomodava com a sua alegria

Sem pudor, sem tabus.



Topetes, calças boca de sino,

Cuba livre, hi-fi, mini-saias,

Brilhantina e os embalos de John Travolta.



Cenas alternativas do underground,

Calça lee e jaquetas de franjas

Gritávamos contra o sistema...





Jemmy Hendrix e woodstock,

Beatles, Rolling Stones, Chico,

Caetano, Bob Dylan, Milton

Uma paranóia total!



Relembro e que nostalgia que dá...

Reuniões escondidas,

Cheirando subversão...



Viver todos os momentos...

No ar o hippie jeito de ser

Que ainda hoje perdura

- Paz e Amor -

Na distância que encolhe os dias!

DD_17-02-09-Campo Grande-MS

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

FIM DE CASO



Fim de caso.
Delasnieve Daspet

Acabou.
Não me perguntes o porquê.
Não! Não te atormentes!
Acabou apenas,
Nada mais!

Quando quiseres lembrar-me
Bloqueie.
Finja que morri.
Faça de minha lembrança
A nuvem branca que
Ao longe se vê!

Melhor!
Me olhe como a fumaça
Que ao longe passa
E se dessipa no ar!

A comédia é finda.
Acabou sem aplausos.
Sem platéia.
Sem final.
Melancolicamente o pano caiu!

E...ficou o nada!
O vazio do tempo.
Que enregela a alma.
Que caminha célere...
Para onde?

Ficou a tristeza.
O Inverno.
E já não tenho a chama interna
Que me faz forte,
Claudico entro o concreto e o abstrato
Sem razão!

Ficamos com as sobras.
O beijo amargo.
O desamparo.
A mão pendendo no vazio.
O corpo gelado.
Nem côncavo. Nem convexo.
A gota de lágrima
Que se perdeu
Nas entranhas da terra.

Final de caso.
Nos perdemos como
Uma coisa sem valor.
*DD_ 28-8-2001_Campo Grande MS

Endereço da Casa Museu da esritora Maria José Fraqueza


Exibir mapa ampliado

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A POESIA É A VOZ DO SENTIMENTO ARRANCADA AO CORAÇÃO







Esta é a citação na entrevista concedida por Maria José Fraqueza, ao entrevistador da revista Algarve Mais, do dia 1 de Fevereiro. No decorrer da entrevista vejam-se algumas fotografias da CASA MUSEU MARIA JOSÉ FRAQUEZA

sábado, 31 de janeiro de 2009

Mea Culpa




" Mea Culpa"
Delasnieve Daspet
Na sucessão de erros que fiz na vida,
Em alguns, por sugestões,
Medo, passividade, me perdi.

Perdi meus sonhos;
Perdi os amigos...
Pois o medo retrai.
Não sei quanto tempo fiquei
Sem acreditar nas coisas e nas pessoas...

Deixei teu mal querer
Me contagiar e vivi em nebulosas.
Preciso reencontrar a fé
Nas coisas simples do ser e de ser...

Minhas alegrias...
Já não as lembro.
Não lembro o imenso amor,
As esperanças e mágoas,
Toldaram-se, todos, de cinza
Das tristezas que acumulei....

Eu nem percebi que me perdi,
Que nos perdemos há tanto tempo!
Não percebi que ser feliz, amar e sonhar
Não é apenas um tempo
Mas um processo a se cultivar.

Um sentimento afetivo e efetivo
Da nossa presença no mundo.
Fiquei tão longe que não ouvia
O eco de minhas palavras.

É esta a " mea culpa".
Deixei que me mudasse...
Deixei que moldasse meu querer,
Fui sonhar o teu gosto e sonhos...
Olvidei minhas lutas , lutas, pelas quais,
Já houvera traçado caminhos
Noutro porvir...

sábado, 24 de janeiro de 2009

Simples Alegria

Simples alegria
Viver a vida
Sonhando e cantando
Amando
Criando situações adversas
Destreza
Apenas aqueles que querem
Depois que padecem
Sofrimentos
Injustiças cometidas em nome
Da ignorância e sedimentos
Foram jogadas para debaixo dos pavimentos
Os cacos da arrogância
Extrema discriminação
Soberba elevada ao mais alto nível
Não poderia ser possível
É horrível
Uma simples alegria
Custa uma vida de sofrimentos
Causada pela tirania democrática de certos elementos
Opressores
Dizem curar as dores
Discursam
Ainda assim
Uma simples alegria
Deveria ser
Um momento de alegria
Tortura nunca mais!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

" Mea Culpa"

" Mea Culpa"
Delasnieve Daspet


Na sucessão de erros que fiz na vida,
Em alguns, por sugestões,
Medo, passividade, me perdi.

Perdi meus sonhos;
Perdi os amigos...
Pois o medo retrai.
Não sei quanto tempo fiquei
Sem acreditar nas coisas e nas pessoas...

Deixei teu mal querer
Me contagiar e vivi em nebulosas.
Preciso reencontrar a fé
Nas coisas simples do ser e de ser...

Minhas alegrias...
Já não as lembro.
Não lembro o imenso amor,
As esperanças e mágoas,
Toldaram-se, todos, de cinza
Das tristezas que acumulei....

Eu nem percebi que me perdi,
Que nos perdemos há tanto tempo!
Não percebi que ser feliz, amar e sonhar
Não é apenas um tempo
Mas um processo a se cultivar.

Um sentimento afetivo e efetivo
Da nossa presença no mundo.
Fiquei tão longe que não ouvia
O eco de minhas palavras.

É esta a " mea culpa".
Deixei que me mudasse...
Deixei que moldasse meu querer,
Fui sonhar o teu gosto e sonhos...
Olvidei minhas lutas , lutas, pelas quais,
Já houvera traçado caminhos
Noutro porvir...

25-01-05
Campo Grande MS
delasnievedaspet@uol.com.br

domingo, 11 de janeiro de 2009

Bom dia! É uma honra estar aqui!

A casa e as manhãs
Terezinha Manczak

I
paredes de branco caiadas
retratos e panos bordados
deixavam o frio entrar
e o tempo sair a esmo

II
chão de tábuas lavadas
pés de crianças descalças
histórias do boi-tatá
e queijos com goiabada

III
teto de barro vermelho
sob céu de flores brancas
sobre cabeças e lendas
louças, baús e memórias.

IV
baldes de melodia
quebravam o espelho d'água
no fogo ardia a chaleira
chiando à hora do mate

V
pão com manteiga e café
pinhão assado na chapa
"o sol também se levanta"
e em brasas dia começa.

VI
janelas e portas abertas,
cortinas velam destino,
deixam entrar o dia
e tudo que vem com ele


VII
água limpa de beber
mãos de mãe, tanque e sabão
varaisde roupas ao vento
espantam os passarinhos


VIII
Trigo, sal, óleo e fermento
açúcar e água morna
um ovo dentro da massa
doura o pão de cada dia

IX
como se limpa o feijão,
não se escolhe o que viver
um dia todos almoçam
no outro a mesa esvazia

X
ruíram ao abandono
casa, pomar e jardim
hoje ninguém mora nela
é ela que mora em mim

Ainda Ontem - Hier Encore (Meus vinte anos) (Com Charles Aznavour)

Ainda Ontem - Hier Encore (Meus vinte anos) (Com Charles Aznavour)


Ontem ainda
Eu tinha vinte anos
Acariciava o tempo
E brincava de viver
Como se brinca de namorar

E vivia a noite
Sem considerar meus dias
Que escorriam no tempo
Fiz tantos projetos
Que ficaram no ar

Alimentei tantas esperanças
Que bateram asas
Que permaneço perdido
Sem saber aonde ir

Os olhos procurando o Céu
Mas, o coração posto na Terra

Ontem ainda
Eu tinha vinte anos
Desperdiçava o tempo
Acreditando que o fazia parar

E para retê-lo, e até ultrapassá-lo
Só fiz correr e me esfalfar
Ignorando o passado
Que conduz ao futuro

Precedia da palavra "eu"
Qualquer conversação
E opinava que eu queria o melhor
Por criticar o mundo com desenvoltura

Ontem ainda
Eu tinha vinte anos
Mas perdi meu tempo
A cometer loucuras

O que não me deixa, no fundo
Nada e realmente concreto
Além de algumas rugas na fronte
E o medo do tédio

Porque meus amores
Morreram antes de existir
Meus amigos partiram
E não mais retornarão

Por minha culpa
Criei o vazio em torno a mim
E gastei minha vida
E meus anos de juventude
Do melhor e do pior
Descartando o melhor

Imobilizei meus sorrisos
E congelei meus choros
Onde estão agora
Meus vinte anos?