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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

FIM DE CASO



Fim de caso.
Delasnieve Daspet

Acabou.
Não me perguntes o porquê.
Não! Não te atormentes!
Acabou apenas,
Nada mais!

Quando quiseres lembrar-me
Bloqueie.
Finja que morri.
Faça de minha lembrança
A nuvem branca que
Ao longe se vê!

Melhor!
Me olhe como a fumaça
Que ao longe passa
E se dessipa no ar!

A comédia é finda.
Acabou sem aplausos.
Sem platéia.
Sem final.
Melancolicamente o pano caiu!

E...ficou o nada!
O vazio do tempo.
Que enregela a alma.
Que caminha célere...
Para onde?

Ficou a tristeza.
O Inverno.
E já não tenho a chama interna
Que me faz forte,
Claudico entro o concreto e o abstrato
Sem razão!

Ficamos com as sobras.
O beijo amargo.
O desamparo.
A mão pendendo no vazio.
O corpo gelado.
Nem côncavo. Nem convexo.
A gota de lágrima
Que se perdeu
Nas entranhas da terra.

Final de caso.
Nos perdemos como
Uma coisa sem valor.
*DD_ 28-8-2001_Campo Grande MS

Um comentário:

Marcelo Torca disse...

Boas Novas! Esta poesia expressa de forma muito forte um término de relação, parabéns! Deu até para ficar atordoado após ler, pois está muito boa!