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sábado, 31 de janeiro de 2009

Mea Culpa




" Mea Culpa"
Delasnieve Daspet
Na sucessão de erros que fiz na vida,
Em alguns, por sugestões,
Medo, passividade, me perdi.

Perdi meus sonhos;
Perdi os amigos...
Pois o medo retrai.
Não sei quanto tempo fiquei
Sem acreditar nas coisas e nas pessoas...

Deixei teu mal querer
Me contagiar e vivi em nebulosas.
Preciso reencontrar a fé
Nas coisas simples do ser e de ser...

Minhas alegrias...
Já não as lembro.
Não lembro o imenso amor,
As esperanças e mágoas,
Toldaram-se, todos, de cinza
Das tristezas que acumulei....

Eu nem percebi que me perdi,
Que nos perdemos há tanto tempo!
Não percebi que ser feliz, amar e sonhar
Não é apenas um tempo
Mas um processo a se cultivar.

Um sentimento afetivo e efetivo
Da nossa presença no mundo.
Fiquei tão longe que não ouvia
O eco de minhas palavras.

É esta a " mea culpa".
Deixei que me mudasse...
Deixei que moldasse meu querer,
Fui sonhar o teu gosto e sonhos...
Olvidei minhas lutas , lutas, pelas quais,
Já houvera traçado caminhos
Noutro porvir...

sábado, 24 de janeiro de 2009

Simples Alegria

Simples alegria
Viver a vida
Sonhando e cantando
Amando
Criando situações adversas
Destreza
Apenas aqueles que querem
Depois que padecem
Sofrimentos
Injustiças cometidas em nome
Da ignorância e sedimentos
Foram jogadas para debaixo dos pavimentos
Os cacos da arrogância
Extrema discriminação
Soberba elevada ao mais alto nível
Não poderia ser possível
É horrível
Uma simples alegria
Custa uma vida de sofrimentos
Causada pela tirania democrática de certos elementos
Opressores
Dizem curar as dores
Discursam
Ainda assim
Uma simples alegria
Deveria ser
Um momento de alegria
Tortura nunca mais!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

" Mea Culpa"

" Mea Culpa"
Delasnieve Daspet


Na sucessão de erros que fiz na vida,
Em alguns, por sugestões,
Medo, passividade, me perdi.

Perdi meus sonhos;
Perdi os amigos...
Pois o medo retrai.
Não sei quanto tempo fiquei
Sem acreditar nas coisas e nas pessoas...

Deixei teu mal querer
Me contagiar e vivi em nebulosas.
Preciso reencontrar a fé
Nas coisas simples do ser e de ser...

Minhas alegrias...
Já não as lembro.
Não lembro o imenso amor,
As esperanças e mágoas,
Toldaram-se, todos, de cinza
Das tristezas que acumulei....

Eu nem percebi que me perdi,
Que nos perdemos há tanto tempo!
Não percebi que ser feliz, amar e sonhar
Não é apenas um tempo
Mas um processo a se cultivar.

Um sentimento afetivo e efetivo
Da nossa presença no mundo.
Fiquei tão longe que não ouvia
O eco de minhas palavras.

É esta a " mea culpa".
Deixei que me mudasse...
Deixei que moldasse meu querer,
Fui sonhar o teu gosto e sonhos...
Olvidei minhas lutas , lutas, pelas quais,
Já houvera traçado caminhos
Noutro porvir...

25-01-05
Campo Grande MS
delasnievedaspet@uol.com.br

domingo, 11 de janeiro de 2009

Bom dia! É uma honra estar aqui!

A casa e as manhãs
Terezinha Manczak

I
paredes de branco caiadas
retratos e panos bordados
deixavam o frio entrar
e o tempo sair a esmo

II
chão de tábuas lavadas
pés de crianças descalças
histórias do boi-tatá
e queijos com goiabada

III
teto de barro vermelho
sob céu de flores brancas
sobre cabeças e lendas
louças, baús e memórias.

IV
baldes de melodia
quebravam o espelho d'água
no fogo ardia a chaleira
chiando à hora do mate

V
pão com manteiga e café
pinhão assado na chapa
"o sol também se levanta"
e em brasas dia começa.

VI
janelas e portas abertas,
cortinas velam destino,
deixam entrar o dia
e tudo que vem com ele


VII
água limpa de beber
mãos de mãe, tanque e sabão
varaisde roupas ao vento
espantam os passarinhos


VIII
Trigo, sal, óleo e fermento
açúcar e água morna
um ovo dentro da massa
doura o pão de cada dia

IX
como se limpa o feijão,
não se escolhe o que viver
um dia todos almoçam
no outro a mesa esvazia

X
ruíram ao abandono
casa, pomar e jardim
hoje ninguém mora nela
é ela que mora em mim

Ainda Ontem - Hier Encore (Meus vinte anos) (Com Charles Aznavour)

Ainda Ontem - Hier Encore (Meus vinte anos) (Com Charles Aznavour)


Ontem ainda
Eu tinha vinte anos
Acariciava o tempo
E brincava de viver
Como se brinca de namorar

E vivia a noite
Sem considerar meus dias
Que escorriam no tempo
Fiz tantos projetos
Que ficaram no ar

Alimentei tantas esperanças
Que bateram asas
Que permaneço perdido
Sem saber aonde ir

Os olhos procurando o Céu
Mas, o coração posto na Terra

Ontem ainda
Eu tinha vinte anos
Desperdiçava o tempo
Acreditando que o fazia parar

E para retê-lo, e até ultrapassá-lo
Só fiz correr e me esfalfar
Ignorando o passado
Que conduz ao futuro

Precedia da palavra "eu"
Qualquer conversação
E opinava que eu queria o melhor
Por criticar o mundo com desenvoltura

Ontem ainda
Eu tinha vinte anos
Mas perdi meu tempo
A cometer loucuras

O que não me deixa, no fundo
Nada e realmente concreto
Além de algumas rugas na fronte
E o medo do tédio

Porque meus amores
Morreram antes de existir
Meus amigos partiram
E não mais retornarão

Por minha culpa
Criei o vazio em torno a mim
E gastei minha vida
E meus anos de juventude
Do melhor e do pior
Descartando o melhor

Imobilizei meus sorrisos
E congelei meus choros
Onde estão agora
Meus vinte anos?